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sábado, 28 de janeiro de 2012

A Unção com Óleo e a Unção que quebra o Jugo



A Unção com Óleo e a unção que quebra o jugo.
Mat. 6: 13; Tia. 5: 13-15

I – A unção segundo a Doutrina Bíblica

UNÇÃO: “Aplicação de azeite no corpo. Ungia-se, com bastante freqüência, tanto os vivos (Rt. 3: 3; Sal. 1047: 15; Lc. 7: 46), como os mortos (Mc. 14: 89; 16: 1). Praticava-se também a unção sagrada, para dedicar uma pessoa ou um objeto ao Senhor. O tabernáculo e os seus móveis (Ex. 40: 9), os profetas (Ire. 19: 16), sacerdotes (Ex. 28: 41) e reis (I Sm. 16: 1, 12,13), razão pela qual esse termo (=messias) foi usado no Antigo Testamento para referir-se ao futuro libertador (Sal. 2:2; Dan. 9: 25,26). O novo testamento aplica Jesus Cristo, o qual recebeu a unção do Espírito Santo (Lc. 4: 18-21; Jo. 1: 32,33; At. 10:38)”. Dicionário da Bíblia de Estudo Almeida

A UNÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

A unção era comum no antigo Oriente Médio; envolvia a aplicação de azeite a uma pessoa (ou, ocasionalmente, a um objeto). Havia três tipos de unção no A.T.: a comum, a medicinal e a sagrada.

1) Unção comum: Com óleos aromáticos (Rt 3:3; Sl 104:15; Pv. 27:9). Era suspensa em períodos de luto (2Sm. 14:2; Dn. 10:3; Mt. 6:17). Os visitantes eram ungidos como sinal de respeito (Sl. 23:5; Lc. 7:46). Pela unção, os mortos eram preparados para o sepultamento (Mc. 14:8; 16:1).

2) Unção médica: – não necessariamente com azeite – era costumeira para enfermos e feridos (Is. 1:6; Lc. 10:34). Os discípulos de Jesus ungiam com azeite (Mc. 6:13; Tg. 5:14).

3) Unção Sagrada: O propósito era dedicar a Deus algum objeto ou pessoa. Dessa maneira, foram ungidos a pedra que Jacó usou como travesseiro em Betel (Gn. 28:18), o Tabernáculo com seus móveis (Ex. 30:22-29), os profetas, os sacerdotes e os reis. Tudo isso era símbolo da ação de Jesus Cristo e o Espírito Santo (At. 10: 38)
O mais importante aqui são as seguintes unções:
A dos profetas (1Rs 19:16; 1Cr. 16:22);
A dos sacerdotes (Ex. 28:41; 29:7; Lv. 8:12,30);
A dos reis (1Sm. 9:16; 10:1; 16:1,12,13; 2Sm 2:7; 1Rs. 1:34; 19:16).

A UNÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento já havia uma mudança significativa nesta questão da unção já não havia mais a unção sagrada pois a sua realidade havia chegado em Cristo Jesus, que a partir da sua vinda não era mais necessário ungir as pessoas para o ministério ativo. Nos dias de Cristo a constituição de autoridade ministerial não se fez mais com óleo. A Bíblia não menciona Jesus ungindo os 12, nem os 70. Tomando por base Lc. 9: 1; 10: 1; I Tim. 4: 14, a consagração ao presbiterado e ao diaconato, é feita pela imposição das mãos, Atos 6: 6.
A unção com óleo instituída por Cristo e praticada pelos apóstolos, restringiu-se às pessoas enfermas. Mar. 6:13; Tia. 5: 14. Ela não deve ser ministrada aleatoriamente, isto é, não se oferece unção a ninguém. Segundo Tiago, o pedido deve proceder do enfermo. Entretanto, é necessário que se fale sobre a importância dela para que as pessoas enfermas ou quem as representem, sejam levadas a acreditar na sua eficácia e a solicitá-la. Não se tem informações no Novo Testamento sobre o uso da unção a não ser a comum e a médica pelos enfermos. Sua aplicação coletiva é desaconselhável; a não ser com circunstancias especiais, Mc. 6: 13. Nada mais deve ser ungido com óleo senão os enfermos. Qualquer prática nesse sentido, foge à ordem bíblica e contraria a doutrina da unção. Pugnemos por aquilo que está claro nas Sagradas Escrituras, pois isso é o que ensina a própria Bíblia, I Cor. 4:6.
A unção no Novo Testamento continuou sendo a comum (Mt 6.17; Lc 7.46), e a medicinal
(Mc 6.13; Tg 5.13-15). A única em que foi mudada na sua prática e no seu enfoque foi a unção sagrada que agora é aplicada a Cristo Jesus (Lc 4.18-21; At 10.38) e a Igreja (2 Cor 1.21; 1 Jo 2.20 e 27) e não mais a consagração de pessoas e objetos sagrados. A Consagração agora é feita com a imposição das mãos (Lc 9.1, 10.1; At 6.6; 2 Tm 4.14).

II – Quem deve ministrar a Unção

Os versículos de Marcos e Tiago, nos deixam cientes de que a unção aos enfermos deve ser ministrada pelo pastor ou presbítero. Nem os diáconos, diaconisas e menos ainda membros têm esse direito. Não devem, portanto, praticar uma cerimônia para a qual não estão autorizados (não devemos ir além do que está escrito, e nem falsificar a palavra de Deus 1 Cor 4.6; 2 Cor 4.1-2). Lembrem-se que os filhos de Arão, Nabade e Abiu, mesmo sendo sacerdotes, morreram porque quiseram contrafazer as cerimônias sacerdotais do santuário. Só os pastores e presbíteros, segundo a Bíblia, são as pessoas autorizadas e credenciadas para ungir os enfermos. (Veja: Mar. 6: 12; Tia. 5: 14,15).
Norma – Deve o presbítero ou pastor saber se a pessoa crê no poder de Deus por meio da unção e está consciente da eficácia da oração e da unção e se está disposta a recebê-la. Os consagrados devem sempre lembrar às pessoas que a unção é o recurso divino a sua disposição. Não se deve ungir pessoas pois quaisquer motivos.
Forma – De posse das confissões acima, o ministro efetuará a unção com azeite, segundo a ordem de Jesus. Lerá a passagem de Tiago 5: 12-20, lembrando ao doente as promessas de bênçãos da parte de Deus. Pede-se à pessoa para ajoelhar-se (se puder), e então untará um algodão no azeite, ou mesmo as pontas dos dedos (na falta do algodão) e dirá: irmã (o) conforme a ordenança da palavra de Deus, eu te unjo com azeite, em nome de Jesus. Enquanto pronuncia as palavras procede a unção. Após o ato, impondo as mãos sobre o enfermo, faz a oração da fé.

NOTA: a unção deve ser feita sempre na fronte, e não no local da enfermidade. (a Bíblia manda ungir os enfermos, não a enfermidade, a Bíblia manda impor as mãos sobre os enfermos e não sobre a enfermidade Mc 6.12-13; 16.17-18; Tg 5.14-15).

A – Unção que quebra o jugo (Is 10.27)

Muitas pessoas baseados em Is 10.27 tem usado a unção com óleo para ungir casas, carros, animais, endemoniados, etc. Esta doutrina está baseada em uma frase do texto de Isaías que diz: Que a unção quebrará o jugo: muitos consideram este jugo como maligno e maldições a serem quebradas com a unção com óleo. Mas será que é isto mesmo, que o profeta Isaías está ensinando neste texto? Vamos analisar o contexto histórico deste texto que é o seguinte: o profeta Isaías estava profetizando que os israelitas representados pelas dez tribos do reino do norte cuja capital ficava em Samaria, seriam levados em cativeiro pelo Rei da Assíria fato ocorrido em 721 a.C., quando o Rei Sargão II invadiu Samaria e levou cativo as tribos do norte, o jugo ao qual o profeta está se referindo não tem nada a ver com o que se prega hoje. O jugo era o cativeiro para o qual eles seriam levados, lá na Assíria; então o profeta usa uma figura de linguagem comparando Israel a um boi gordo que quebra o seu jugo, ou seja, as suas cangas ou sua carga e se liberta, Deus os abençoaria de tal maneira que os traria de volta para a terra de Israel e assim o jugo do cativeiro seria quebrado. Leia todo o capítulo 10 de Isaías e você entenderá que o profeta não está falando de Unção com óleo que quebra maldições, mais do julgo do cativeiro que seria quebrado com a benção de Deus, ou seja a libertação do cativeiro. Confira Is 14.24-27; veja pelas várias traduções da Bíblia neste texto que o profeta não está falando e nem se referindo a ungir as pessoas com óleo para quebrar jugos e maldições.

Qual destas traduções estão certas?

1) João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida (Is 10.27)
“E acontecerá naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu juf]go do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção.”

2) João Ferreira de Almeida – Revista e Atualizada (Is 10.27)
“Acontecerá naquele dia, que o peso será tirado do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço, jugo que será despedaçado por causa da gordura.”

3) Nova Versão Internacional – (Is 10.27)
“Naquele dia o fardo deles será tirado dos ombros, e o jugo deles do seu pescoço; o jugo se quebrará porque vocês estarão muito gordos.”

4) A Bíblia de Jerusalém – (Is 10.27)
“Naquele dia a carga será removida dos teus ombros, e o seu jugo, de sobre o teu pescoço, e o jugo será destruído.”

5) Na rota de rodapé da Bíblia de Estudo Almeida, está o seguinte comentário do texto de Isaías 10.27: Jugo que será despedaçado por causa da gordura: hebraico: outra tradução possível: o jugo apodrecerá, por quanto tu és o meu ungido.

CONCLUSÃO:

Finalmente o jugo será quebrado por causa da unção, da gordura, dos gordos ou do ungido? Esta variante textual mostra que o profeta não está falando da unção com óleo nesse texto (mas sim da libertação do cativeiro assírio). Isto confirma uma das regras da Hermenêutica que nos ensina que nem uma doutrina deve ser baseado em um texto isolado ou obscuro da Bíblia. Portanto não há base bíblica para se defender tais práticas de unções aleatórias e indiscriminadas neste texto bíblico que não tem nada a ver com unção com óleo. A unção que quebra o jugo é o ato libertador de Deus que vem ao encontro do seu povo para libertá-lo do cativeiro. No Novo Testamento a unção que quebra o jugo é o Espírito Santo e o libertador é Jesus (Jo 8.32, 36; At 10.38; Lc 4.17-19; At 10.37-38; 2 Cor 1.20-22; 1 Jo 2.20,27).

SE POIS O FILHO VOS LIBERTAR VERDADEIRAMENTE SEREIS LIVRE




Em Jo 8.31-36 e Gl 5-6.1-10 encontramos algo especial sobre discipulado, conhecimento da verdade e liberdade, na comunhão cristã. Vamos às partes para que possamos compreender o todo. Jesus em Jo 8.31,32 afirma aos judeus que haviam crido nEle: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Essas palavras de sentido e significado forte e impactante assustaram os judeus que não as compreenderam de imediato. Afinal, eles eram homens que, como descendentes de Abraão, julgavam-se conhecedores da verdade, expressa na lei mosaica, então, como poderiam ser escravos e carecerem de palavras de verdade que os libertariam? Que absurdo aquele homem estava dizendo a eles? Eles não podiam suportar tamanha afronta religiosa! E aí Jesus teve que lhes explicar. E o que Jesus esclarece? Eis a resposta: (v.34)...“todo o que comete pecado é escravo do pecado”. E quem é escravo, precisa de libertação e somente Ele, Jesus, pode libertar para sempre: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (v. 36).
I – O SER HUMANO VIVE NAS TREVAS ESPIRITUAIS E É ESCRAVO DO PECADO 
II – O SER HUMANO SOMENTE É LIBERTO QUANDO CONHECE A VERDADE
III – CONHECER A VERDADE É CONHECER A GRAÇA E O AMOR DE DEUS 
A Graça e o Amor de Deus são derramados às pessoas, por revelação em Jesus Cristo, para salvar os seres humanos, livrando-os da escravidão do pecado.Então, que fique mais que explícito: a verdade que liberta não é outra senão o AMOR e a GRAÇA de Deus, por Seu Filho Jesus, o Cristo.
IV – SOMENTE CRISTO LIBERTA, MAS A LIBERDADE DEVE SER USADA PARA SE AMAR, OU SEJA, A LIBERDADE É LIMITADA PELO AMOR
Em Gl 5.13-26 o apóstolo Paulo orienta quanto ao fato de que fomos chamados à liberdade, mas que não devemos usar a liberdade para dar lugar à carnalidade, ao contrário, que antes, sejamos servos uns dos outros, movidos pelo amor (v.13). Para Paulo (v. 14) toda a lei se cumpre em um só preceito: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. E admoesta (v.15): “Se vós, porém, VOS MORDEIS e DEVORAIS uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos”. Em Rm 13.8-10 o apóstolo reforça este entendimento quando expressa:" A ninguém fiqueis devendo coisa nenhuma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor".
V – QUEM É LIVRE ANDA NO ESPÍRITO E NÃO SE PERMITE SATISFAZER OS DESEJOS CARNAIS, POIS DELES NÃO É MAIS ESCRAVO
Gl 5.16-21 esclarece muito bem:
1) A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne, posto que são opostos entre si.
2) Quem é livre, está sob a graça – livrou-se da opressão da lei – e está sendo guiado pelo Espírito.
3) Quem é guiado pelo Espírito compreendeu a real dimensão da graça e se sabe livre, mas sabe que a liberdade concedida graciosamente deve ser utilizada para servir a Deus e ao outro. A liberdade existe para servir!
4) Quem é livre não está mais sob o domínio das obras da carne (v. 19-21), posto que não mais pratica nenhum desses vícios: a prostituição, as impurezas, a lascívia, a idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas.
5) Paulo já havia advertido e torna a prevenir que quem  pratica essas coisas NÃO HERDARÁ O REINO DE DEUS.
VI – QUEM É LIVRE ANDA NO ESPÍRITO E SE APRESENTA COM AS VIRTUDES DO SEU FRUTO
Gl 5. 22 afirma que o fruto do Espírito é: 
Amor/ Alegria/Paz/ Longanimidade/Benignidade/Bondade/Fidelidade/Mansidão e Domínio Próprio. Então, quem tem a unção de Deus e a presença marcante do Espírito Santo não é - necessariamente - o que cai sob a ação de uma forte pregação ou sob o toque de um Ministro de Deus, ou o que fala em línguas estranhas, como é habitual ocorrer em alguns cultos de natureza pentecostal, mas quem se mostra com palavras, gestos e atitudes amorosas, alegres, pacíficas, pacientes e tolerantes, delicadas, humildes, gentis, bondosas, altruístas, solidárias, fiéis, mansas, maduras e equilibradas. Você se apresenta assim? Então, com certeza, você tem o Espírito Santo! Não se confunda, saiba discernir, e você verá a  Cristo como Ele  é... "... o caminho, a verdade e a vida..." (Jo 14.6)! Ele, somente Ele,  no Pai,  é o único e verdadeiro caminho que revela e dá sentido e significado à vida.
Finalmente, o apóstolo Paulo assegura que o amor é o dom supremo, e que das virtudes cristãs –  fé, esperança e amor  -  a maior delas é o amor “ agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor;  porém o maior destes é o amor” (1 Co 13.13).
Em síntese: em comunhão com Cristo, não somos mais escravos. Essa liberdade conquistada pela Graça, nos conduz em uma nova vida,  não para longe, mas para perto de Cristo, e, então, passamos a amar, a abençoar e a nos doar ao outro. Em Cristo somos livres, sim, mas livres para servir! Sem a compreensão exata desta verdade, o que vemos nas igrejas? Assistimos a insubmissões, rebeldias, murmurações, críticas, maledicências, arrogâncias, presunções, e outras atitudes de superioridade, pois muitos são os que entendem que são livres para fazer o que bem quiserem e que não mais precisam estar submetidos a regras, regimentos, normas e estatutos. A lei foi abolida. Viva a graça! Será que têm a mente cauterizada e ainda não entenderam a mensagem de Cristo que salta aos olhos em todo o Novo Testamento? Se Jesus te libertou, és livre! És livre do pecado e das influências do pai da mentira, por isso, deves amar mais, falar mais a verdade e se submeter às autoridades constituídas sobre ti (Rm 13.1-7), dentro e fora da igreja, e, principalmente, deves Servir mais!